Olá. É Bonga que vos fala. E é com emoção que Bonga vos fala. Quero contar-vos uma pequena história, a história de um acabrunhado e desajeitado rapaz que, por acaso do destino, e na busca por uma casa para ficar enquanto estivesse no Porto a fazer os seus estudos, foi parar ao 5º esquerdo. "Qual 5º esquerdo?" - pergunta o intrigado leitor. Não interessa, respondo eu. Foi a medo que esse pequeno rapaz enfrentou os seus primeiros dias, na companhia de mais 4 colegas e de mais uns vizinhos que tinham um bocado aspecto de pastores. Dormiu as suas primeiras noites no chão, na companhia (salvo seja) de Rafa, esse pequeno pulha, que já conhecia de outras batalhas e que teve a felicidade de ter como companheiro de quarto (dividiam a renda, vá). Foi começando a perceber algumas palavras que o Dudu dizia (ainda hoje não percebe tudo) e foi criando empatia com aqueles intrigantes membros do 5º direito.
A verdade é que esse pequeno rapaz estava longe de imaginar a irmandade que se iria criar entre ele, o Sousa, o Lucky, o Costa, o Diogo, o Lino, o Rafa e o Dudu - a Irmandade dos Quintos. Entre muita coisa que se passou, histórias incríveis, canos da cozinha rebentados, grandes jornadas de PES e de FM, longas conversas à varanda, grandes borracheiras, o Rafa a gregar lá para baixo, o Rafa a dizer merdas que ninguem queria saber, o Lucky a desesperar na Bwin ("isto tá tudo feito"; "Fico fodido com estas merdas"), o Costa a acordar a casa com a sua incessante e assustadoramente elevada capacidade flatulante, o Bino que competia com o Dudu para o título de pior jogador de PES, o Dudu, a nossa bitch, o Homem do porno, do wrestling até às 5 da manhã, as sábias trocas de ideias com o Diogo, um verdadeiro talento subvalorizado da FEPLEAGUE, "o grupo de estudo", as moches no meio da sala, o Sousa... Foda-se, o Sousa... Não há palavras, é díficil explicar ao leigo leitor quem é o Sousa. Baste dizer, espero eu, que o Sousa não é grande, é o maior.
Enfim, esse rapaz acabou o seu fantástico ano, o melhor da sua vida (não propriamente a nível de rendimento escolar) e nunca pensou ter que escrever o que está a escrever agora. Sim, esse rapaz sou eu. Circunstâncias e conjunturas incontroláveis levaram-me a residir noutra casa este ano. No entanto sou um afortunado porque tive o privilégio de conviver com estas pessoas fantásticas pelo menos um ano. E inda mais afortunado sou porque mantenho a amizade deles.
No fundo, ainda me sinto a caminhar de casa em casa, sempre com qualquer coisa pa fazer, qualquer conversa para ter, qualquer brincadeira, jogo ou apenas palhaçada. Eu dessa casa levo muita coisa, para além do Rafa, levo grandes recordações e a certeza que ainda vou estar presente nas próximas grandes aventuras e histórias que se tenham para contar dessa casa.
Um grande abraço e um "até já, vemo-nos por aí".
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)